19.3.12

Andy.

Depois de quase três anos juntos, morando juntos, dividindo a mesma cama, a mesma cozinha e o mesmo banheiro, ela decide pirar e pedir a porra de um tempo.

Por que? Por que pedir um tempo quando tudo estava tão perfeito? Por que pedir um tempo quando tudo o que eu queria era passar mais tempo com ela? Por que ir embora, juntar todas as tralhas e voltar para o apartamento antigo? Por que me deixar nessa espelunca gigante, com um cachorro que sente tanto a falta dela quanto eu? Não sei. O motivo que Andy me deu para ir embora foi o mais bobo e egoísta que eu já vi: disse que nós dois tínhamos que ficar um tempo separados pra saber o que queríamos da vida. Se ficar juntos era mesmo o nosso destino.

A minha perplexidade foi tão grande que eu acabei deixando-a ir. Deixei que ela recolhesse seus pertences, vi ela retirando todas suas coisas, colocar dentro de uma mala e ir embora sem nem olhar pra trás. Chorei. Admito que foi uma das poucas vezes na qual eu chorei e chorei muito. Bebi também. Luigi tentou me parar, mas ele estava tão mal quanto eu. A nossa mulher tinha ido embora e eu mal sabia porque. Eu a amava, mas não podia mais tê-la porque ela queria um tempo. Isso significava que ela não me queria mais?

Sei lá.

Depois daquele dia, procurei me recompor. Precisava trabalhar e manter a cabeça longe de tudo e qualquer coisa que me lembrasse dela. De certa forma, funcionou. Claro que muitas vezes tive que me manter alheio à certas coisas, mas meu chefe passou a me adorar de novo. Eu passei a ser o funcionário exemplar no NYT pelo segundo mês seguido. Todas as garotas ainda queriam um pedaço de mim - ainda mais sabendo que eu estava "livre, leve e solto" -, mas eu não queria um pedaço delas. Não enquanto ainda estivesse dando um tempo. Ross fez a besteira gigante de pegar outra mulher enquanto estava dando um tempo com a Rachel e só foi voltar com ela no final da décima temporada. Eu não sou esse tipo de cara. Enquanto não tiver sido colocado um ponto final, eu não vou colocar ponto e vírgula.

De qualquer modo, lá estava eu, cobrindo um evento beneficente qualquer que tinham umas bandinhas do momento e bebida e comida grátis. Estava me divertindo até, rindo com os colegas que me acompanharam e tomando alguns shots de vodca pura. Hora ou outra, eu ia até um pseudo famoso, batia uma foto e pegava algumas palavras dele sobre o evento, só para não dizer que eu estava totalmente vagabundo. Mas, veja bem, tinha bebida de graça e comida de graça. Como não me esbaldar?

Tudo estava brilhante. Até o momento em que a vi passar por mim de relance, à alguns metros de distância, sorridente e com dois copos de bebida na mão. Tive que olhar duas vezes para ter certeza que era ela mesmo. Achei que era coisa da minha cabeça e até cheguei a virar mais uma dose de vodca. Se fosse pra ficar louco, que a bebida ajudasse, né? Mas ela passou por mim novamente, dessa vez de uma forma em que eu pude ver seu rosto.

Tive que prender a respiração para não gritar seu nome. Também tive que largar o copinho da shot que eu segurava quando a vi passar e voltar ao seu destino. Obriguei a mim mesmo a segurar o balcão com força quando vi que ela abraçava e beijava (muito perto da boca) um outro cara que não era eu. Tive que sentir cada pedacinho do meu ser queimando, enquanto ela parecia nem notar a minha presença no estabelecimento. Bruno me olhou de relance, parecendo entender o que se passava dentro de mim. Não perguntou nada, apenas segurou sua câmera na mão e me encarou.

A primeira coisa que eu tive vontade foi de dar um murro na cara daquele imbecil que a abraçava. Quis também arrancar seus olhos, furar seus miolos e deixá-lo morto no chão. Quis sequestrar Andy e força-la a ficar comigo pelo o resto de seus dias. Planos e planos se passavam pela a minha cabeça, todos incrivelmente bem elaborados e muito cruéis. Mas aí... Surgiu um plano bem mais simples e que eu sabia que causaria bem mais impacto.

Chamei Bruno e Charles (que, pra variar, se divertia tentando correr atrás das novinhas) e fomos até o grupo em que Andy se encontrava. Armei meu maior sorriso de jornalista e joguei o bloco de notas para Charles, que ficou sem saber o que fazer. Só estava ali como acompanhante, não pretendia SER o jornalista. Mas eu precisava que alguém soubesse fingir, enquanto eu fazia o meu papel.

Cutuquei o cara que estava com ela e ele se virou, parecendo um tanto surpreso de ver alguém da imprensa ir falar com ele. Sorri e mostrei minha credencial. Andrea se assustou, a principio, mas vi que ela quis sorrir. Pela a sua postura, eu pude perceber que foi uma surpresa agradável. Pena que não era um sentimento mútuo.

- Boa noite, eu sou do New York Times e queria tirar uma foto de vocês para colocar na página de amanhã. Depois, se o senhor puder trocar umas palavrinhas com o meu amigo aqui... - apontei para Bruno, que me passava a câmera e roubava o bloco de Charles, que estava tão perdido quanto puta em dia das mães - Iremos publicar no New York Times. - pude ver que os olhos dele brilharam de felicidade, enquanto Andy girava os olhos.

- Claro, claro. Será um prazer. - Ele respondeu, se colocando ao lado da minha garota. Ele tentou colocar os braços ao redor do ombro dela, mas Andy se afastou. Quando ele tentou fazer o mesmo, ela se afastou de novo e lançou um olhar ameaçador para o babaca. Ele, um pouco irritado com essa teimosia dela, acabou por ficar só do lado, sem abraçar nem nada do tipo. Tirei a foto o mais rápido que pude, só para vê-lo longe dela. Em seguida, Bruno chamou o rapaz para longe da multidão e Charles foi perseguir um rabo de saia. Ficamos nós dois, nos encarando, sem saber o que dizer.

Eu mexia na câmera e ela mexia nos dedos. Parecia nervosa. Já eu, coloquei as mãos no bolso para evitar parecer tão ansioso e irritado. Se continuasse mexendo na câmera, era capaz de quebrá-la ou algo do tipo.

- Festa bacana, né? - Ouvi seu comentário, como se esses três meses afastados não tivessem acontecido, como se eu fosse um perfeito estranho.
- É. - Respondi, um tanto seco. Mexi nas minhas chaves do carro e senti vontade de ir embora. Mas não fui. Por algum motivo de Deus, eu fiquei olhando para ela, esperando todas as respostas das dúvidas que tinham se acumulado durante meses. Esperava que ela lesse minha mente e soubesse tudo o que se passava.

- Legal vocês cobrirem esse evento. Eu e Brian achamos que não haveria muita imprensa por ter apenas bandas desconhecidas. - Ela comentou, quebrando o silêncio que havia se instalado entre nós. Brian. Esse era o nome do filho da puta. Assenti, dando um sorrisinho amarelo.
- Eu dei a sugestão para o chefe. - Dei de ombros e respirei fundo, cruzando os braços e olhando ao redor, procurando algo que me distraísse. Por que eu estava ali ainda mesmo? Tudo bem que eu queria vê-la, mas não queria que ela estivesse tentando ser legal comigo. Só queria que ela estivesse nos meus braços, me dizendo que me ama e que sente minha falta.

Meu Deus, eu ando ficando muito gay pra ser homem.

Silêncio entre nós novamente. O tempo parece não passar e nenhum dos dois diz nada pra fazer com que isso aconteça. Era pra ser algo simples, mas tudo estava ficando terrívelmente mais difícil. Vasculhei o espaço com os olhos à procura de Bruno e o vi a poucos metros de nós, terminando a entrevista com o "Brian-querido".

Olhei para Andy, que parecia extremamente sem graça com a nossa situação. Continuei olhando-a, vendo seus olhos confusos e medrosos e os braços ao redor de seu próprio corpo. Parecia indefesa ali, parada e abandonada à sua própria sorte. Parecia alguém que precisava de um carinho, um abraço, um beijo. Parecia incrivelmente necessitada disso. Continuei analisando-a, lutando contra os meus próprios instintos de ir lá e satisfazer toda essa necessidade dela.

Respirei fundo. Quem precisa de instintos? Foda-se. Ela era mais importante do que qualquer orgulho. Me aproximei um pouco e segurei sua mão. Estava agindo contra meus princípios, mas eu queria que eles explodissem. Era dela que eu precisava, mais do que qualquer coisa. Vi seus olhos me procurarem e suas mãos segurarem com força as minhas. Ela sentia a minha falta. Enlacei sua cintura e beijei sua testa, seu rosto... Passei a olha-la, tentando suprir toda aquela saudade e aquela raiva que eu sentia dentro de mim. Ela se aproximou. Colocou as mãos ao redor do meu pescoço e estava próxima o suficiente. Quando estávamos prestes a nos beijar... Brian me empurrou, me afastando bruscamente de Andy e ficando na sua frente.

A primeira coisa que se passou na minha cabeça foi arrebentar a cara desse babaca. Até avancei para fazer isso. Mas Charles e Bruno me seguraram e me puxaram para longe deles. Tentei resistir, tentei lutar, mas eles me afastaram para fora da festa. A única coisa que tive tempo de fazer foi encará-la, encolhida, e ver seus olhos cheio de saudades me dizerem adeus, ao mesmo tempo em que Brian a abraçava.

Depois daquilo, tomei uma decisão que devia ter tomado a muito tempo: eu nunca mais iria me apaixonar de novo.

30.12.11

Love 2012.

Agora, no Jornal Nacional, tão passando várias reportagens sobre o réveillon no Rio, em Floripa, em São Paulo, em New York, enfim. Mostram a felicidade das pessoas de estar na praia, com os shows, com a descida da bola em Times Square e esse tipo de coisa. Dá pra ver que todos tem a esperança de um novo ano. Todos querem que 2012 chegue trazendo o que 2011 não trouxe. Escrevem metas (muitas que não foram cumpridas em 2011), pulam as sete ondinhas, amarram pulseiras do Senhor do Bonfim com três nós, tomam banho de folhas e de água benta... Pequenos significados de esperança e de querer.

Se eu tivesse que dar uma nota ao ano que passou, de zero à dez, eu daria... cinco. Nem mais e, talvez, um pouco menos. Dou cinco com muito esforço - esforço que, alias, não faltou no ano.

Tive uma prova esse ano de que as coisas podem sim mudar do dia pra noite.

Uma palavra mal dita pode simplesmente fazer ruir algo que você acreditou que te sustentaria pra sempre. Coisas que nunca foram ditas na hora tornaram-se motivo de briga alguns meses depois. Pessoas que você acreditava que nunca iam mudar, mudam pra pior e acabam com todas as suas expectativas. Dívidas acumuladas podem arrancar tudo de uma pessoa. Amigos que se afastaram podem voltar a querer o que vocês tinham antes - e, de certa forma, vai ser mil vezes melhor do que foi antes. Um grupo que você passa duas horas por dia podem te fazer mais feliz do que os que você passa cinco, trancado em uma sala de aula. Dançar faz bem pra alma. Só se dá valor quando se tem em excesso. Ter 18 anos não faz de você uma pessoa foda e mais inteligente (vide os teus irmãos mais velhos que, provavelmente, tem mais idade que você e continuam agindo como criança). Estudar uma semana antes da prova faz SIM toda a diferença; assim como NÃO colar. Ignorar a opinião alheia e acreditar nos SEUS valores é o que te faz ser grande (e daí que o fulano não gosta daquela pessoa que você adora?). Julgar as pessoas pelas aparências não é algo inteligente de se fazer - aprendemos isso na marra. Ter ciúmes em excesso dá rugas e envelhece a alma. Conhecer pessoas ao redor do Brasil - ou simplesmente manter contato com elas - é algo extraordinário. Sentir saudade da amiga que entrou de corpo e alma na cultura irlandesa é natural (e doloroso). Passar as férias de julho com só três pessoas é uma delícia. Ficar em casa é muito mais legal do que passar o final de semana fora. Cozinhar para a família é uma dádiva. Comer fora/pedir comida em casa vai te adoecer mais cedo. Dar valor às coisas simples passou a ser prioridade. Ter o primeiro emprego no lugar dos sonhos e conhecer pessoas incríveis te deixa chorosa. Dizer adeus é complicado e se desapegar também. Sentir saudade é chato, mas necessário. Se identificar com personagens inexistentes faz parte de uma filosofia de vida. Abrir mão do orgulho e da necessidade para confortar alguém é ser forte. Fofocas podem levar uma pessoa à ruína. Ser simpática com alguém não significa que você virou amigo. Nem todas as brincadeiras tem fundo de verdade, só a maioria. Xingar mentalmente é algo que todos deveriam aprender a fazer - assim como aprender a perdoar. Dizer que o Mick Jagger não fazia parte dos Rolling Stones é um mico tranquilo - pior é afirmar, com toda a certeza do mundo, que a Europa é um país. Entender que se nada mudou durante quatro anos, não é agora que vai acontecer. Dar mais valor aos trabalhadores de shopping/qualquer outro estabelecimento virou uma obrigação.

Agradecer todos os dias por ter o que comer, por ter onde morar, por ter uma família incrível e amigos (os que sobraram, né) mais incríveis ainda passou a ser um dever.

São pequenos detalhes assim que fazem a gente pensar e esperar que 2012 seja um ano melhor.

Mas melhor no quê?

Em várias coisas. Cada um sabe o que quer e o que pretende (ou não) fazer nos 366 dias do ano que vem. Se vai ser pra melhor ou pra pior... Bom. Eu não sei. Mas se depender de mim, os 366 dias do ano que vem vão ser fucking hilarious. Vão ser fucking awesome. Vão ser fucking amazing. Vão ser fucking romantic. Vão ser fucking hard. Vão ser fucking incredible. Vão ser fucking crazy. Vão ser... Não sei. Isso vai depender das minhas atitudes. E só Deus sabe quais vão ser as minhas atitudes.

Então... Se cuidem. Façam o melhor de si. Depois que vocês pularem as sete ondinhas/amarrarem a fitinha do Senhor do Bonfim/escreverem suas metas, se preparem para as dificuldades e para as coisas boas que vão vir. Assim como 2011 prometeu ser um ótimo ano, 2012 também promete. ;)

Alias, aqui vai a minha melhor foto de 2011, pra vocês entrarem no ritmo de festa (e no ritmo de realizar algo incrível):


Feliz 2012! :D

10.11.11

Seis coisas que eu gostaria de fazer, mas nunca fiz.

Seria tão fácil se a gente achasse uma lâmpada mágica que fizesse todos os nossos desejos, né? Achá-la jogada no meio da calçada ou no beco entre uma loja e outra. É, seria ótimo. Mas acho que ganhar um desejo não seria a mesma coisa do que fazê-lo acontecer. Não teria o mesmo gostinho de "vitória", nem aquela vontade de tentar de novo que nos dá toda a vez que atingimos algum objetivo. Por isso, depois de ler todos os posts das mafiosas comentando sobre os seis desejos delas (ou os onze que elas já fizeram, cofcof), eu fiquei filosofando sobre o que eu queria nessa vida. Será que é ganhar na loteria? Será que é ver um ET? 

1. Conseguir um abraço e um autógrafo de TODOS os meus ídolos.
Preciso comentar que já cumpri 10% dessa parte. Quando vi e abracei a Meg Cabot, quando conheci todos os meninos do Fresno e ganhei autógrafo, quando tirei fotos com os meninos do Cine e do Restart (é, já fui fã deles #passadonegro) e coisas desse tipo. Mas ainda falta TANTA gente que eu queria abraçar forte e ganhar um autógrafo, sabe? TANTA! E não foi por falta de tentar, sabe. Sou dessas fãs que vão para o hotel, seguem tudo o que os babacas do segurança falam e que acabam indo embora por simplesmente não aguentar mais as condições miseráveis em que ficamos. Aí, sempre que eu vou embora - é tipo um carma isso daí -, os meus ídolos descem e falam com os fãs. Em, tipo, 98% das vezes foi assim. Então meu maior objetivo em vida é: conseguir um autógrafo, uma foto e um abraço com eles. 

2. Mochilão pelo Brasil (Acre incluso).
Desde pequena meus pais me acostumaram a sair e conhecer coisas novas. Sempre haviam aqueles finais de semana em que íamos para os lugares mais diversos, chegando a sair do estado algumas vezes. Eram viagens maravilhosas e me marcaram de uma forma muito forte. Mas eu cresci, as viagens diminuíram e a curiosidade aumentou. O objetivo da minha viagem é começar um projeto fotográfico, mas até eu juntar dinheiro o suficiente para sair Brasil à fora, as ideias já se modificaram inteiras. Fica aí o meu maior objetivo.

3. Ver a minha irmã se formar.
Com esse "título", você deve estar pensando que a minha irmã é uma incompetente. Não é bem assim. Na realidade, se eu tivesse que agradecer para mais alguém além do Google e do Wikipédia, seria ela. Além de termos dez meses de diferença (é, meus pais não tinham TV), estamos na mesma sala e passamos 24 hs juntas. É sério. Todas as horas. Mas enfim, a questão é: se alguém merece se formar com todos os méritos do mundo, é ela. E Deus sabe que eu vou chorar horrores quando vê-la subindo no palco do auditório pra pegar aquele canudo falso e abraçar os nossos futuros paraninfos. Vou estar vendo a minha nenis se formando no ensino médio! <3


4. Jogar um slush na cara de aluguém.
Com certeza todo mundo já viu alguma foto de Glee em que a galera toma uma slushada (raspadinha) na cara. Se não, eu vou te contar como é. Imagina a seguinte situação: tu tá andando em plena faculdade/colégio, feliz da vida, escutando sua música e, de repente, um imbecil vem e joga uma RASPADINHA na cara. Daquelas bem doces e geladas. Aquelas que mais parecem gelo do que raspadinha. É. Segundo fontes (os atores), arde o olho e congela a alma. Como eu vi que algumas das meninas sempre quiseram dar um tapa na cara de alguém e como eu não sou adepta à violência (só mato moscas e bichos nojentos, mas de resto...), acho que jogar uma raspadinha e deixar a alma de alguém congelada é um bom começo.


5. Ter um evento tão grande quanto o Woodstock.
Desde pequena, eu sempre fui festeira. Acho que tem a ver com o fato de a minha mãe sempre ter feito festas aqui em casa e eu ter sempre adorado receber todo mundo. Sou meio Mônica nessa parte. Adoro ser a anfitriã! O Rock Mata Fome não chegou nem aos pés do que eu queria, mas foi um começo. Um começo bem legal, na realidade. Quem sabe um dia eu não produza um festival de música também, né?



6. Ganhar abraços mais longos.
Gosto de abraços. Gosto de ficar encolhida nos braços de alguém, de ficar ninando aquela pessoa, de apertar, de deixar confortável, de fazer carinho no cabelo, enfim, sou louca por abraços. E acredito que um dos maiores problemas da humanidade é a falta de abraço entre si. Se houvesse mais abraços, mais demonstrações de carinho, talvez não haveria tanta discórdia. Ou talvez sim, mas de um jeito um pouco mais pacífico. Hoje em dia, é difícil receber um abraço que dure mais do que 10 segundos. Para alguém viciado em abraços, isso não dá nem pro gasto ):

Aí estão as seis coisas que eu gostaria de fazer/receber mas ainda não fiz. A minha lâmpada mágica vai chegar logo (eu espero). Mas e você? Quais são as seis coisas que você sempre quis fazer mas nunca fez?

2.11.11

A vida é curta demais para viver dando uma de Rachel Berry.

Não é novidade pra ninguém que eu sou uma Gleek e que daria tudo nessa vida para poder ir em um show deles/vê-los pessoalmente. Eu devo isso à fangirling dentro de mim. Ela nunca teve oportunidade de ficar mais de cinco minutos em uma grade de show e/ou abraçar seus ídolos, mas por pura falta de sorte (tirando a Meg Cabot, que, sem dúvidas, foi a melhor pessoa que eu já conversei/abracei na minha vida toda).

Voltando ao que interessa, eu sou sim uma Gleek e tenho o maior orgulho de admitir isso (apesar de várias pessoas acharem Glee ridículo, coisa que eu não ligo; a série me ajudou em momentos que eu realmente precisava). E como toda a série, tem sempre um personagem que a gente não gosta, sejam os vilões - que, no fim das contas, sempre acabam sendo os meus favoritos -, sejam os bonzinhos.

Esses dias eu comecei a rever a primeira temporada de Glee. E, cara, eu preciso comentar O QUANTO os personagens mudaram. Revendo desde o primeiro episódio, eu percebi coisas que nunca tinha percebido e vejo que tudo tem uma mensagem subliminar. Na minha mente tem, pelo menos. Agora eu estou no quinto capítulo (me desacostumei com episódios grandes depois que comecei a ver Friends) da primeira temporada. Foi aí que eu me lembrei o porque eu detestava tanto a Rachel.

Veja bem, eu não tenho NADA CONTRA A LEA MICHELE. Na realidade, acho que ela é uma ÓTIMA atriz e uma ÓTIMA cantora. Ter peito para encarar um personagem que nem a Rachel não é pra qualquer um e ela o fez sem nem pestanejar. Eu a admiro muito.

Só que... CARA, como a Rachel me irrita. Sempre querendo ser o centro das atenções, mimada, faz drama por tudo, não aguenta perder um solo... É claro que eu estou falando aqui dos defeitos dela. Assim como toda a pessoa, ela tem qualidades que são bem nobres para alguém com defeitos tão aparentes.

Agora eu te pergunto: qual é o drama de perder a droga de um papel principal? Tá, legal, você não foi o papel principal dessa vez. Pena. Quem sabe da próxima? BOLA PRA FRENTE! Nada de ficar tentando se vingar da amiguinha ou sair do grupo só por causa disso. Se é um grupo, ele DEPENDE de você! Ficar parada também não ajuda em nada, assim como não ajuda ficar o tempo todo criticando o desempenho dos outros. Teoricamente falando, eles são teus amigos e querem te ajudar a passar por isso. Não piorarem seu estado, sabe?

A Rachel é a prova viva de que as pessoas são mesquinhas, mas que também podem mudar. Ela cobra, cobra, cobra, cobra até o inferno. Mas ajuda também. Sabe o seu valor perante a sociedade e corre atrás dos seus sonhos, passando por cima de quem tentar interferir. Mas aprende com isso. Da pior forma, mas aprende.

Mas vamos ser sinceras: se ela tivesse sido um pouco mais racional ao invés de se deixar levar pelos sonhos, com toda a certeza Rachel Berry não precisaria ser tão cheia de drama que nem ela é e, de certa forma, poderia resolver todos os problemas que a envolvem. Aproveitaria a vida muito mais ao invés de ficar encanada com o que Finn vai achar dela caso mude o cabelo ou algo assim. A Broadway gosta de pessoas CONFIANTES, não de DRAMA QUEENS.

Por isso que eu acho que a vida é curta demais para viver dando uma de Rachel Berry.

15.10.11

"E aí...

- Alô?
- Oi meu amor.
- Oi amor! - Sorriso. Ela se senta no sofá e começa a enrolar o cabelo no dedo.
- Parabéns para nós! - Seu sorriso ficou maior.
- Sim! Parabéns para nós! Cinco anos de casados... Parece que foi ontem que começamos à namorar, né?
- Pois é. - Ouviu o suspiro dele e isso a preocupou, mas não tanto. - Olha, sinto muito por não poder estar aí.
- Oh. - Deu um sorrisinho triste. - Isso é completamente compreensível. Quer dizer, você está aí pelo o trabalho. Eu entendo.
- É, mas não há um dia em que eu não pense em você. - Sua voz estava um tanto distraída. Mas ela simplesmente ignorou esse fato, onde continuou a enrolar o dedo na mecha de cabelo.
- Eu também. - Sussurrou, mais tentando convencer-se, do que ao marido, que estava do outro lado da linha.

Silêncio. Por mais que quisesse puxar um assunto, sabia que não seria do agrado dele. Alias, nunca era. Poucos assuntos o interessavam. Aquilo a deixava um pouco chateada. Costumavam ter tudo em comum e, de repente, a rotina os atingira em cheio.

- Ahm... - Ele pareceu um tanto sem graça. - Eu preciso ir, querida.
- Claro. Sim, eu entendo. - Levantou-se do sofá e soltou a mecha em que mexia. No mesmo instante, a campainha tocou.
- Isso foi a campainha?
- Sim. - Abriu a porta. Havia um buquê gigante, com diversos tipos de flores e um cartão. - Oh, amor! Que lindo! - Pegou o mesmo, apoiando o telefone no ombro.
- O que?
- O buquê!
- Que buquê?
- Como assim que buquê? - Ela riu, achando graça a brincadeira dele. - O que você me mandou, oras. - Fechou a porta e colocou o mesmo em cima da mesa, abrindo o cartão.
- Mas eu não te mandei nenhum buquê.

"O céu está cheio de estrelas e a brisa de verão é agradável. Só tem um lugar em que podemos ver e sentir essas coisas. Eu te espero.


Com amor e saudades, 
N."


- Oh. - Apreciou a surpresa em sua voz. - É. Realmente não é seu. - Engoliu em seco, começando a sentir a ansiedade tomar conta de si. - É da vizinha.
- Ah, claro. - Ele riu, parecendo ficar um pouco mais aliviado. - Quando eu chegar, comemoraremos como se deve. - A única coisa que eles ainda praticavam e que ainda lhe dava vontade de ficar com ele.

A única coisa que ainda tinham em comum: o sexo.
- Claro meu amor. - Deu uma risadinha. - Durma bem. Eu vou devolver esse buquê pra vizinha e voltarei logo. Nos falamos amanhã, certo?
- Certo. Eu te amo.
- É, eu também. - Desligou, sem nem esperar uma resposta.

O coração, no entanto, estava disparado. Depois de tantos anos? Por que ele voltaria a procurá-la? Por que agora? Por que não antes, quando estava se casando? Tantas perguntas em sua mente, tanta vontade de ir... A curiosidade, o medo, a saudade. Tantos sentimentos juntos, tanta coisa em sua mente.

Ficou parada, encarando o buquê, pensando o que deveria fazer. "Talvez", pensou. "Colocá-las dentro de um vaso ajude à tomar alguma decisão". Foi o que fez. Colocou gelo e água gelada, esperando que isso fizesse o buquê durar. E como queria que durasse. Para sempre, talvez. "Vá". Uma voz na sua mente pulava de ansiedade, enquanto a outra parecia meio receosa com a possibilidade de ir vê-lo. "E se der tudo errado?", pensou, aflita, mordendo o lábio inferior. "Você nunca vai saber se não tentar".

Isso era verdade. Era preferível ir e quebrar a cara do que ficar com a possibilidade de nunca ter ido.

De repente, se sentiu nervosa como não se sentia à anos. Desde que se casara, para ser sincera. Correu para o banheiro e verificou-se no espelho. Estava com a roupa da que fora à pós graduação ainda. A maquiagem estava um pouco borrada, mas ela procurou consertar isso o mais rápido possível. Escovou os dentes e os cabelos, tentando ficar mais apresentável.

- Veja só quem resolveu viver de novo. - Seu reflexo sorriu. A perspectiva de que iria vê-lo de novo fazia seu coração saltar.

Novamente, uma enxurrada de pensamentos invadiu sua mente. Queria ir. Mas a consciência pesava. Havia tantas coisas envolvidas, tantos pesares do passado. Respirou fundo e balançou a cabeça. Tentou manter o foco no que queria, mas talvez aquilo fosse se arriscar demais.

Mas do jeito que sua vida estava, um pouco de risco viria à calhar.

Com isso em mente, saiu de casa e foi para a escada de incêndio. Ali, viu um cartão no chão. Pegou-o e abriu-o, com o coração martelando cada vez mais rápido.
"Você veio até aqui. Suba. 
N."


Respirou fundo e subiu os lances de escada. Eram poucos até o telhado, mas não se importava. Valia à pena ficar um pouco sem fôlego - mais do que já estava - e fazer um pouco de exercício. As expectativas giravam em torno de sua mente e, a cada degrau deixado para trás, era um milimetro que seu sorriso crescia. Quando chegou ao último degrau, abriu a porta que dava para o terraço.

Haviam pétalas de rosas marcando a trilha que ela deveria seguir. Uma brisa leve, quente, passava pela a noite nesse momento e a aquecia externamente. As mãos pareciam tremer de ansiedade. Respirou fundo e procurou manter o controle. Com os olhos, tentou ver até onde iria essa trilha e viu que havia uma curva. De longe, pode enxergar a luminosidade e uma sombra se movimentar calmamente. Prendeu a respiração e caminhou em passos lentos, silenciosos, até o fim da mesma.

Foi então que o viu. Parado de costas para ela, com os braços cruzados e a cabeça erguida, olhando para a noite estrelada. Soltou a respiração lentamente. Não queria ser descoberta com tanta facilidade. Deu alguns passos silenciosos e se aproximou o suficiente; ficou na ponta dos pés e colocou as mãos nos olhos dele, sussurrando em seu ouvido, sem tirar o sorriso do rosto.
- Adivinha quem é.
- Eu não preciso adivinhar. - Ela pode senti-lo sorrir. Ele pegou suas mãos e beijou-lhe as palmas. Sem sair do abraço dela, virou-se, acomodando seus braços nos ombros. - Eu reconheceria esse perfume em qualquer lugar do mundo.
- Mesmo depois de tantos anos? - Acariciou o rosto dele, encarando seus olhos brilhantes e profundos.
- Acho que eu reconheceria durante a minha vida inteira.

Ambos sorriram. Era um momento de reencontro depois de tantos desencontros, depois de tanto tempo sem se verem. Com Nathan, sentia tudo o que não era capaz de sentir com seu marido. Com ele, o mundo inteiro passava a fazer sentido e tudo o que ela desejara parecia dar certo. Suspirou e o abraçou com força, sentindo-se em paz, como à muito tempo não sentia.
- Senti saudades.
- Eu também senti saudades. - Ele beijou-lhe a testa e sorriu.
- Quanto tempo você vai ficar aqui? - Perguntou, com um aperto no coração. Silêncio. Ele acariciava seus cabelos e ainda sorria, mas procurava as palavras certas.
- Acho que.. - Ela prendeu a respiração e olhou para ele. Seus olhos se encontraram novamente e ele voltou à sorrir. - Vou ficar aqui por tempo indeterminado. Talvez para sempre.

"Talvez para sempre".
- Ok. - Ela deu uma risadinha, olhando para ele. - Pode parar de brincar comigo, Nathan. Isso não tem graça. - Mas Nathan estava sério. Apesar do sorriso, ele não estava rindo, nem parecia estar brincando.
- Mas eu não estou brincando, sweetheart. - Ela ficou um tempo analisando essa resposta. Encarou-o novamente, procurando vestígios de uma brincadeira que ela não compreendia. Não havia nada.

O coração se aqueceu com aquilo. Apertou-o mais forte no abraço e deu uma risada gostosa, enxendo seu rosto de beijos.
- Eu te amo! - Ela disse, rindo, beijando-lhe o rosto todo.
- Eu também te amo. Muito. - Ele riu e a puxou mais para perto, capturando seus lábios.

Era o primeiro beijo do início das dificuldades que eles teriam juntos. Mas tudo bem. Se estivessem juntos, ela simplesmente não se importava, porque sabia que aquele homem não tinha entrado na sua vida por acaso e, sim, para fazê-la feliz.

...você entrou na minha vida".

21.9.11

Ode ao RPG.

Dando uma introduzida básica no assunto:

Role Playing Game = jogo de interpretação. Existem de vários tipos: desde os de tabuleiro até os online. É bem simples: você cria um personagem de acordo com a trama proposta (e dentro de um limite, porque né, nenhum personagem é Deus) e dá vida a ele. Ou seja, você meio que interpreta um personagem. É quase como um teatro. A diferença é que você cria o seu personagem, você dá vida à ele e você, mais do que qualquer outro, sabe dos segredos dele. Então, quem vai expô-los ou não, é você.

O photoplayer de um personagem é, basicamente, a cara que ele vai ter. Quando você atua, você é a cara do seu personagem. Ou seja, quando as pessoas falarem do seu personagem em devida peça, vão lembrar de você. No RPG é a mesma coisa. Quando alguém falar do seu personagem, vai lembrar do photoplayer dele.
Como eu já disse naquela página ali em cima, eu jogo RPG desde que me conheço por gente (ou seja, à seis anos atrás). Quando comecei, ainda era pouco conhecido e eu jogava via orkut.

Era uma época em que o bullying não era conhecido e que eu sofria muito com isso (sim, eu já sofri bullying). Tinha acabado de mudar de escola, era nova e sempre  fui do tipo quietinha. Para desabafar, eu escrevia. Criava mil personagens e, naquela época, eles eram o que muitos amigos nunca conseguiram ser.

Enfim, em algum momento dessa aventura  no mundo RPGístico como Ginny Weasley (o primeiro tema que eu criei foi Harry Potter; acho que dá pra entender o porque a série tem tanta importância na minha vida), eu criei uma personagem para o RPG do orkut. Conheci pessoas maravilhosas ali. Ficava até 05h da manhã jogando e me apaixonando junto com a personagem, vivendo intensamente e tendo ali, a minha válvula de escape quando as coisas não davam certo. Tive ali uma infância que muitas pessoas nunca tiveram a oportunidade de ter e fui mais feliz do que muita gente. Depois da Ginny várias outras personagens vieram (tal como a Kathleen Fox; mas essa história fica pra outro post).

Então, uma das meninas me apresentou ao RPG de fórum. Cara. Acho que foi a melhor coisa que fizeram na minha vida, pois desde então eu nunca mais larguei. Criei personagens inimagináveis e muitos deles continuam comigo para o resto da vida, como é o caso do Danny - que tinha o Danny Jones como photoplayer - que vocês conhecem. O primeiro fórum que eu entrei foi sobre Harry Potter. Depois desses, vieram muitos outros, entre eles, o "Wish Upon A Star", que me fez conhecer pessoas MARAVILHOSAS e que eu levo até hoje comigo.

Mas voltando ao Danny... Ele é londrino, se mudou para NYC para realizar o sonho de ser jornalista do New York Times; acabou conseguindo uma vaga e trabalha na coluna de fofoca. Ele era um galinha de marca maior, era difícil vê-lo sem mulher por perto. Foi mandado para a Flórida (eu acho, não me lembro) para cobrir o "Gifts & Curses", um reality show da MTV, que tinha como objetivo mostrar a vida dos famosos. Acabou conhecendo Giorgio e Mary Jane, que viraram seus amigos. À partir deles, conheceu Andy, o amor da sua vida. Hoje os dois dividem um apartamento no Village e ela trabalha como chef di cuisine francesa, enquanto ele continua com o seu emprego no New York Times. Danny ganhou destaque como homem mais gostoso do reality show - e ele nem fazia parte do show.

Vários fóruns e mais alguns anos depois, um fórum antigo que eu participava voltou. Com a mesma temática, é claro. Então, eu criei dois personagens. Kathleen M. Fitzgerald (Emma Watson as photoplayer) e Douglas P. Valentine (Dougie Poynter as photoplayer). Acho que depois de tantas crônicas com esse nome, deu pra perceber que eu simplesmente amo o nome Kathleen. Esse nome é o nome do meio da Bonnie Wright (atriz que interpreta a Ginny em Harry Potter) e o "K." do J.K. Rowling. Todas as personagens que eu crio com esse nome são um sucesso. Talvez seja coisa do destino ou talvez seja coisa minha mesmo.

Mas voltando à história da Kath... Ela é de Londres. Se mudou para Amsterdã com Douglas para poder ter mais "liberdade", já que se sentia sufocada dentro de casa (apesar de ela e Olivia terem aprontado todas por lá). Kath nasceu com Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Três tipos dele, na realidade. O de limpeza, estilo ao da Emma de Glee. Os outros dois são bem engraçados (pelo menos, são divertidos de escrever); em um, ela não pode ouvir um celular/sirene tocando, que já começa a fazer mil barulhos diferentes com a boca, onomatopéias nunca ouvidas antes (inspirada em Tréleretélereté). Na outra, ela não pode ouvir alguém estralar alguma parte do corpo que já começa a gritar. É uma tendência. Ela também é VICIADÍSSIMA em nutella. Sério mesmo. Daquelas que leva um potinho na bolsa e come em qualquer hora do dia, como se fosse - sei lá - café. Sem contar que, ela ainda não sabe, mas está perdidamente apaixonada pelo o pior inimigo dela: Spencer T. Schneider (o Tom Felton que está na foto!). Mas isso são coisas que irão rolar mais pra frente. DEI SPOILER! :x Foi com ela que ganhei destaque do mês desse fórum, do qual me deixou extremamente emocionada.

Já o Douglas... O Douglas é o típico cafajeste, sem vergonha e filho da puta, com o perdão da palavra. Ele é ambicioso (até demais) e tem um chefe que quer estourar os miolos dele. Mas ele sonha em derrubar o chefe e se tornar o dono de tudo aquilo. Mas de resto, é um junkie perfeito e é galinha. Muito, diga-se de passagem. Tem uma lábia boa e sabe como chegar em uma garota (sabe mais ainda como fazê-la cair em sua cama em menos de meia hora). É filho adotivo de duas lésbicas e é de Londres. Resolveu se mudar para ver se saía um pouco das supervisão da mãe e acabou levando Kathleen junto, já que os dois são amigos de infância. O que ele não esperava era reencontrar uma das únicas mulheres que chegou à derreter aquele coração: Olivia. Agora vocês vão ter que acompanhar para saber o que aconteceu entre eles, haha.

Enfim. O post saiu muito mais comprido do que eu imaginava. Eu tenho muitas e muitas estórias de RPG pra contar (infinitas, eu diria), mas era só pra ser um simples agradecimento (ou ao menos, eu acho que ode significa isso).

Eu queria dizer que nessa internet existem muitas coisas que podem fazer a gente se divertir. É claro que existem os pedófilos, ladrões e etc. Mas também existe gente DE VERDADE, que te quer bem e que te faz feliz, mesmo morando à ANOS-LUZ de onde você mora. Então, eu queria agradecer ao RPG por ter aberto essa porta pra mim e por ter me aceito nesse mundo maravilhoso, cheio de magia e de fantasia, que me permite imaginar mil vidas diferentes e me permite vivenciá-las, sem que eu precise sair de casa pra isso (mas bem que eu gostaria voltar ao teatro).

Tem certas coisas que a gente não vai abandonar, independente do que digam pra gente. RPG, pra mim, é uma delas.

24.8.11

Um apelo.

Olha, sei que vocês nem devem lembrar mais de mim. Mas eu voltei, de qualquer modo. Sumi da caixa de comentários de vocês, mas quero que saibam que não foi de propósito. A vida tá corrida, passando tão rápido e me deixando com tanta coisa pra fazer que tô sem tempo pra nada. Preciso confessar também que andei deixando a minha criatividade inteira em um fórum de RPG que eu estou jogando, então, não me matem. Tudo o que posso falar sobre o fórum é que ele tá me divertindo MUITO, haha. Enfim.

Com o final do ano, as coisas que eu mais tenho ouvido é sobre o MALDITO vestibular. Enem, blablabla, Fuvest, blablabla, Unicamp, blablablablabla, Unesp, blablablablabla, Unifesp, blablablablabla, Mackenzie, blablablablabla, PUC... ARGH! Isso porque eu nem estou no terceiro ano. Quando não tem assunto, as pessoas vem me perguntar o que eu quero de faculdade, se eu pretendo fazer faculdade em São Paulo, se eu vou fazer cursinho ano que vem... Quando eu falo que não pretendo fazer faculdade ano que vem, a galera cresce o olho.

"Como assim você não vai prestar faculdade?", "O que você pretende fazer depois?", "Ah, mas você deveria pelo menos tentar...".

Olha, juro que não entendo essa galera. Ou talvez eu que seja cabeçona demais. Não vejo qual é o sentido de sair do colégio e tentar entrar em outro. Ok, é claro que isso vai definir o meu futuro e tudo o mais. Mas e se eu não quiser que o meu futuro seja definido? E se eu não quiser defini-lo até o ano que vem? E se o que eu prestar não for o que eu esperava? Quer dizer que eu vou ter "me matado de estudar" (não sou dessas) à toa? Vou ter passado horas e horas tentando entender química, física e matemática só pra passar em uma faculdade boa? É isso mesmo? Não. Não é isso que eu planejo fazer logo que sair do colégio. Não é nada disso que eu quero.

Tenho meus planos, é claro. Mas a vida é bem dura e sei que eles vão dar certo somente se eu quiser que eles se realizem. Só que eu não tenho certeza de nada. A única coisa que eu tenho de certeza é que eu vou estar respirando. Então, de boa, eu não entendo qual é a pressa das pessoas em querer que eu escolha o que vou fazer pro resto da minha vida.

Se eu vou prestar Enem esse ano? Não. Mas só porque eu perdi a data de inscrição. Querem me enfiar a Fuvest e a Unicamp goela abaixo, mas eu ainda não tenho certeza de nada. O mundo gira e as ideias que eu tenho hoje podem não ser as mesmas de amanhã. Como podem querer que eu escolha uma única profissão? E se eu não quiser ser uma jornalista? E se eu me descobrir em Rádio e TV? E se eu acabar indo para a Moda? Não sei.

São tantos caminhos, tantas escolhas, tanta coisa e tanta informação que tenho medo de escolher errado. É normal isso, né? Eu espero que seja. Porque, honestamente, odeio toda essa indecisão.

Só vim aqui pra fazer esse apelo: por favor, parem de me pressionar. Eu ainda nem cheguei no terceiro ano e já tô querendo morrer só de pensar nessas faculdades malditas.

PS: Há mais de um mês que eu não venho aqui e, quando resolvo aparecer, é pra reclamar. Me perdoem por isso. Prometo que volto com uma crônica legal da próxima vez.